O final triste de um nudista… (conto de terror)

O final triste de um nudista… (conto de terror)

Havia um homem triste, afastado e sozinho à força pelos outros desde que seu pai decidiu cortar acesso ao seu ensino e educação e decidido firmemente em lhe dar uma educação diferente e distante do meio social em que vivia.

Até ali, Manuel era uma criança normal e socialmente capaz e desenvolvida, mas seu pai quando se livrava do trabalho afastava-se com seu irmão para uma distante pescaria e 5 dedos de conversa. Gabriel, seu pai, tinha decidido dar uma educação mais apropriada a José, irmão de Manuel, afastando os dois no seu tempo livre.

Daí para a frente, Manuel passou a deixar de compreender seus pais, o irmão e os amigos, mas manteve o seu interesse por todo o tipo de conhecimento às escondidas e com descrição, de nada servia a conversa com os pais, irmão ou os amigos, sempre tudo lhe era negado e escondido, tendo Manuel um crescente apetite por tudo o que lhe era desconhecido.

Chegando a idade da puberdade e do interesse pelas namoradas,  Manuel teve de descobrir por si só como alcançar um tipo de dialogo que fosse compatível com o utilizado pelos amigos e amigas das redondezas, algo que era demasiado acessível para Manuel pois ele o conseguia descobrir nos amigos dentro dos seus medos e crenças.

Manuel quando começou a sua ascensão pelos caminhos amorosos e intrínsecos no conhecimento social de sua aldeia, não parou de subir, e eram já muitas as amigas que ansiavam e lutavam por ele para que conseguissem alcançar um lugar no pódio da igreja local de mão dada com ele.

Foi normal que acontecesse muita rixa com amigos e familiares, Manuel tinha desenvolvido um conhecimento geral mais consistente sobre todas as actividades e trabalhos e suas ciências lá no sítio, pelo que não se deixava enganar por qualquer um nem havia meio de lhe retirar o pódio a um bom lugar na hierarquia do poder daquele lugar e nas redondezas.

Para Manuel era fácil demais sua ascensão ao poder mas desconhecia o caminho do mal e tudo o que havia de podre que acontecia a quem se desviasse do bom caminho. A desgraça dos miseráveis, dos infiéis e dos pecadores no caminho ao lugar mais alto que iria poder ocupar na sociedade no local onde vivia, era por Manuel desconhecida.

Manuel já tinha reparado outrora no azar que calhava aos que traíam por trair, já tinha reparado no azar que calhava a quem calhava de roubar algum dia, mas nunca tinha reparado no que acontecia depois a quem era por ter sido opção dos pais, excluído pelas gentes e alvo de um tratamento diferente. Embora soubesse que tudo aparecia fácil pela confiança que depositavam nele, Manuel nunca tinha sido alvo de discriminação negativa por parte da população por nunca ter cometido um único erro. Nem conhecia o lado negro por parte das pessoas nem perto de alguém que um erro tivesse cometido.

Após o final de sua primeira relação amorosa, Manuel voltou para os amigos e longas eram as conversas e gargalhadas sobre o final de sua relação com Cerena, sua primeira namorada.

Daí a alguns anos para a frente, Manuel teve a necessidade de se afastar dos amigos, todos namoravam e se riam às suas custas por estar sozinho e não conseguia dar início a uma segunda relação. Manuel já sofria do mal e do mau génio por parte dos seus amigos, desconhecia que apenas precisava de uma namorada e não de amigos por aquela altura, os verdadeiros amigos sempre poderiam aparecer depois…

Não tardou num verão Manuel ir sozinho para a praia e consequentemente, Cerena, que o seguia e ali ficava escondida observando-o todos os dias…

Cerena era frequente passar a mão pela passarinha enquanto mirava Manuel, foram muitas as tardes de praia até Manuel não conseguir evitar suas estranhas ereções e ter ido para um local menos aberto acabar com o sofrimento já duradouro. Ao acabar de se deleitar para cima de umas conchas e grãos de areia mesmo ali no meio de duas rochas que faziam fronteira com o mar, Manuel olha para cima e é então aí que depara com tal curiosidade para ali desadequada e inapropriada por parte de sua outrora namorada Cerena.

Cerena parte em altas e fortes gargalhadas em passos de corrida, deixando ali o pobre Manuel se sentindo ridicularizado com a mão direita pegajosa e a esquerda mal conseguindo puxar para cima os calções…

Manuel regressou por todos os caminhos menos suspeitos, dando a volta à aldeia e entrando pela sua retaguarda, ouviam-se já risinhos mas um maior silêncio do que o habitual por aqueles lados, Manuel entrou em casa pelas traseiras e enfiou-se no quarto repleto de escuridão e ali permaneceu em silêncio, rezando para que Cerena não tivesse tido a ousadia de contar a alguém.

Manuel não saiu de casa durante 3 dias e eram já os abusos da confiança e as atrocidades ditas e inventadas à porta de sua casa, Manuel não conseguiu aguentar e partiu para a porrada às crianças, amigos, conhecidos, velhos e adultos lá do sítio. Manuel foi agarrado por Cerena que o chamou de criança imatura e o convidou para um chá no estabelecimento de sua família. Manuel aceitou por falta de alternativa e na esperança de acalmar um pouco. Não tardaria Manuel a descobrir sentado à mesa do estabelecimento que todos marcavam presença por perto na tentativas de afundarem mais ainda Manuel na desgraça em que tinha caído. Fortes eram as bocas e os assobios, fortes eram as vozes altas e grossas que ecoavam estridentes e ofensivas pelo largo e pelas ruas perto daquele estabelecimento.

Manuel derrotado, optou por se barricar em casa sem saber como havia de conseguir sair de tal desgraça e embaraço.
Não tardou a Manuel se isolar totalmente por meses a fim e a se desviar por caminhos sombrios e tempestuosos de tormentos e tertúlias alcançando rapidamente o caminho da solidão e de uma espécie de dias de julgamento tortuoso, penoso e sombrio… O mal e os dados tinham sido lançados na sorte de sua sobrevivência no futuro tortuoso de Manuel apenas e por causa de uma aliviante e deliciosa punheta ao ar livre num local inadequado e desapropriado…

Era assim que o doce e afortunado de sorte Manuel se iniciava numa demanda por dentro do inferno e maldade existentes por detrás do pano que separa a luz do escuro, o bem do mal e o certo do errado…

A maldade nunca cessou perto de casa do Manuel mesmo nas ruas e locais distantes, Manuel sentia-se privado e separado da paz e do descanso, endoideceu e por várias vezes tentou o suicídio. Os pais o levaram à igreja e o internaram num mosteiro de monges distante, mas Manuel nunca mais voltou a ser o mesmo e chegou ao ponto de algo ter que ser feito, pois Manuel tinha-se já transformado num enorme monstro e sedento de mágoa misturada com sede de sangue e vingança, tentou bater e matar todos os que tentavam o impedir de fugir dali para longe.

A igreja local, tomava-o já como uma aberração, a ira de Manuel era já classificada como a processão por um demónio e estava decidida já a sorte de Manuel com o seu sacrifício através do fogo em praça pública.

Tinham decidido queimar o pobre Manuel numa grande fogueira na praça em frente ao mosteiro e estava já toda a gente convidada para o festivalesco e animado desfexo. Haviam já matado 6 porcos adultos , tinham sido já encomendadas 17 pipas de vinho e 1 carroça cheia de pão, quando Manuel completamente processo, se consegue soltar e fugir sem deixar qualquer marca, pegada ou vestígio de por onde tivesse passado, Manuel conseguiu fugir de tal destino não se sabe como nem se foi com a ajuda do próprio diabo…

Tinham-se passado 3 meses de caminhada e Manuel tinha feito por praia, durante a noite e se alimentado com fruta daquele verão e restos deixados por gentes locais em locais habitados. Manuel chegou por fim a um porto onde se encontravam um pescador com uma capa e um chapéu de cor escura e uma embarcação que dava apenas para duas pessoas. Manuel pediu para lhe dar boleia para a ilha que se avistava durante o dia no horizonte daquela região. O pescador disse que o atravessaria se este lhe pagasse com uma moeda, Manuel tinha achado uma pelo caminho e prontamente se apressou mesmo fatigado a lhe entregar estendendo a sua mão.

Manuel acordou em cima da areia naquela manhã, já passava do meio-dia e se apressou à exploração daquela ilha. Naquela ilha existiam aldeões indígenas que apenas usavam curtas tangas para tapar os genitais e por vezes as crianças circulavam nuas pelos caminhos daquela aldeia acompanhadas pelas suas mães despidas da cintura para cima. Manuel foi aceite pela população, deram-lhe trabalho e ouviam suas histórias sombrias e repletas de mistério, mistérios e feitiçaria. Manuel ensinou ciência e facilitou muito o trabalho da aldeia, construiu poços nas planícies mais altas e deu inicio a um enorme cultivo que depois seria exportado para as terras do continente, elevando muito o nível de vida daquelas gentes, as profissões e a interação do comércio com o continente. Não tardaria Manuel a ser proclamado a chefe daquela aldeia por unanimidade.

Passaram-se anos e a aldeia elevou-se a porto de grande comercio e as lei propostas por Manuel foram moldando e envolvendo os costumes daqueles indígenas que já eram gente, todos menos um que até foi modificado e aceite por aquela crescente população… Ali podia-se andar nu todo o dia e por todo o lado!

Foi proposto o casamento de Manuel com Páti, a mais bela morena daquele lugar, a festa foi de arromba, tinham sido encomendados 7 porcos, 28 pipas de vinho e 2 carroças cheias da melhor broa!

Passaram-se os anos e Manuel envelheceu, as de início barracas e agora casas de pedra, amontoavam-se e criavam e faziam as ruas, o que era certo é que toda a gente dali andava nua e despida de qualquer preconceito, tinha até sido proposto pela aldeia mudarem de costume e andarem vestidos com boa roupa mas Manuel nunca aceitou e sempre impediu que tal acontecesse.

Era verão e um jovem de 17 invadia a varanda da frente pelas 8h da manhã, hora em que Páti estendia todos os dias as mantas, lenços e lençóis para secar. O jovem todos os dias fazia o mesmo mas ultimamente contemplava os seios redondos de Páti e se masturbava explicitamente enquanto Páti se ria e continuava estendendo as mantas e as cobertas no seu estendal.
Manuel o advertia e atirava com água, pedras e calhaus, foram tantas as manhãs de cio que Manuel acabou por espancar o pobre e pubértico rapaz, deixando-o em muito mau estado e temendo toda a gente a morte do rapaz que era até aquela altura o alvo das carícias e mimos dos aldeões.

O jovem morreu 6 dias depois e Manuel foi alvo do apedrejamento na rua, foi cuspido e esmurrado por todos os que moravam por ali perto, Manuel tentou fugir mas foi agarrado pela população e enjaulado numa prisão solitária para onde iam os violadores, os assassinos e os ladrões antes de serem julgados. Mandaram cortar-lhe as mãos e os pés, cortaram-lhe a língua, retiraram-lhe os dentes um a um, cortaram-lhe o pisso e deixaram-no para o resto da vida numa prisão lotada de violadores…

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