disseram-lhe que nunca mais podia sair de casa (conto de terror)

Isaías era um homem pobre e desempregado, costumava estar em casa sentado ao computador ou no café mais perto. Recebia uma pequena pensão que mal lhe dava para o café e não via um futuro próspero e feliz pelo canudo, embora tivesse curso na universidade e soubesse muito dentro de diversas áreas e actividades. Isaías era um homem talentoso e era visto como uma pessoa que ameaçava qualquer um na sua área, seja ela qual fosse. Era muito inteligente mas era incompreensivelmente mal visto pelas pessoas em redor, pois se sabia tanto, porque era desempregado? E sucediam-se as bocas e piadas secas e tristes em seu redor, ajuda nunca iria aparecer sem que Isaías fizesse por si mesmo, para que sua sorte e futuro mudassem, o que era muito urgente pois Isaías já estava perto dos  40.

Isaías tinha uma namorada, Amanda, que por ter muitas dívidas e estar sempre a receber cartas de arresto e confisco de bens, contava casar com ele e mais tarde, na pior das hipóteses, ficar com parte dos terrenos e poucos bens por ele herdados e a parte da casa que lhe iria pertencer, quando recebesse a sua parte da herança. Amanda frequentemente tinha de mudar de casa e consecutivamente, de emprego para perto de casa.

Frequentes eram os problemas sociais em que Isaías se ia envolvendo, por sua namorada o rejeitar frequentemente após o tratar mal, gozar com ele ou provocar típicas situações que já conhecia muito bem, como as situações de ciúmes, provocadas em público de forma que o envergonhasse na frente de muita gente. Já conhecia de core todas essas situações, pois era uma repetição sempre que Amanda começava novo emprego e Isaías tinha de passar pelo mesmo.

Era frequente que fosse gozado e sofresse de falarem mal dele nas costas, por perto da sua rua, naquela pequena cidade, Isaías sofria da maldade severa dos outros desde que era rapaz novo. Até ao momento, Isaías era mal falado e atirado frequentemente aos ciúmes, quando Amanda discutia com ele e o mandava de volta para a sua rua. Todos os que passavam por perto dele, lhe tentavam pôr ciúmes bestas, até que Isaías descompensasse e anuísse. A partir desse ponto era frequente a loucura e a covardia das pessoas que passavam pelas ruas por perto, era um deus dará, onde a maioria se divertia e tentava ganhar vantagem sobre os outros e onde era a altura propicia para arranjar namorado ou namorada, era quando o sitio se transformava numa enorme festa!

 

Isaías não compreendia porque lhe faziam o mesmo sempre a ele e não aos outros, não tinha feito nada de mal a ninguém e as pessoas estavam longe ainda de deixarem de lhe fazer mal. Tinha poucos amigos, não eram grandes amigos nem sequer pouco amigos, eram amigos que só o queriam por perto para troçar e divertir-se à sua custa.

Era 27 de Março e estava a chegar o verão, Isaías estava em casa e para mudar de contexto, decidiu preparar uma partida a Amanda através da internet, para lhe provocar ciúmes. Tirou umas fotos sem roupa tapando o sexo com as mãos e alterou-as digitalmente através do computador com o photoshop. Escolheu cenários como as Ilhas Maldivas, Seychelles ou Los Roques na Venezuela e colocou suas fotografias nesses cenários de forma a que parecesse que de facto tinha estado lá. Até num cenário dentro de uma piscina do melhor Hotel local da sua cidade ele colocou a sua foto e retocou e alterou, até que desse para parecer que estava lá.

Era dia 1 de Abril, dia da mentira e suas fotos estavam em destaque no facebook para que toda a gente olhasse para elas e as comentasse, foram muitas as pessoas que nos meses seguintes começaram a frequentar praias onde o nudismo era consentido, pessoas essas que eram conhecidas por Isaías. Isaías sentia-se bem e falava lá pelo café perto de casa, que as fotografias eram verdadeiras, para que surtisse o efeito no local de trabalho de Amanda. Até anunciou que tinha uma relação com outra pessoa no facebook, para que esta sentisse ciúmes e talvez tivesse dado notícias ou perguntasse a alguém por ele, mas Amanda nem tinha visto nada, nem se preocupou.

Vanessa era empregada de balcão lá do café perto de casa e nos meses seguintes foi contando histórias no face acompanhadas de fotografias, em como estava perto de fazer nudismo também, assim como Alberta, a empregada de escritório do estabelecimento debaixo do apartamento de Isaías. Foram várias as pessoas que por diversas razões decidiram fazer o mesmo embora não através da manipulação de fotografias. As praias por perto onde a prática do nudismo fosse consentida foram começando, ano após ano, a encher e a ficarem repletas de gentes e turistas. Foi tão grande o sucesso, que até o turismo aumentou numa enorme escala, sendo muita a gente que sempre que haviam dias calorentos, enchiam a cidade por completo!

 

Chegou o pleno verão, era já final de junho e Alberta queixava-se pelo facebook de problemas sérios que vivia por aquela altura. No café de Vanessa, habitantes de uma praia mais distante que consentia o nudismo, não largavam pé e perseguiam Vanessa. Pois e foi por aí que se gerou um enorme alarido em torno de toda aquela zona, Vanessa saía com frequência do trabalho em pleno horário laboral e visitava um outro estabelecimento junto ao apartamento de Isaías, espalhava que Isaías era nudista. Era o medo de Vanessa e de Alberta que atraíam muita gente, mais por parte de Vanessa pois era bastante mais nova. Todo esse medo provocava a loucura local e afastavam o norte das pessoas que por ali deambulavam. Á noite era de morte, era um “vê se te avias!” Era plena época festiva de verão!

No local de trabalho de Amanda, as fotos que Isaías havia postado faziam 2 meses, já eram faladas e Isaías conseguiu oportunidade para falar com ela e reatar a sua relação. Dada a necessidade de fugir a tal confusão, tentou de tudo e decidiu apagar as fotos do facebook e dedicar-se a Amanda que estava frágil derivado ao falatório geral, causado pelo medo de Vanessa e Alberta. Amanda falou em casamento e Isaías não se querendo casar, pediu por tudo para voltar a morar junto com Amanda, pois não tinha outro sítio onde dormir. Algo que Amanda não foi contra e aceitou.

Anos foram passando e todos os verões Vanessa preparava os boatos e mentiras sobre Isaías para que estes lhe fossem provocar o pânico, distraindo assim todas as atenções sobre ela. Amanda por sua vez fazia o mesmo que sempre fez, preparando-lhe o pânico também, contando às colegas de trabalho tudo sobre Isaías e eram já bastantes as pessoas que ajudavam a encomendar a morte do Cristo, para que o verão fosse mais festivo, divertido e lucrativo para os patrões de Amanda.

Amanda tinha trocado de novo de trabalho e mudado de residência para lá perto, quando após 1 mês, Isaías começou de novo a ter problemas com a população local. As colegas de trabalho de Amanda, sentadas numa mesa de esplanada ao lado, tentavam incomodar. Falavam do que iria começar a acontecer logo que conseguissem pôr ciúmes a Isaías. Falavam que iriam muita gente por perto do restaurante e falavam de fenómenos nunca antes vistos por elas, algo que é normal acontecer quando alguém sofre de continuo assédio. Basta haver uma mulher que dizem que dá umas baldas e é por ali só homens à porta…

Era 1 de Maio e Amanda ao receber o seu ordenado, decidiu pôr Isaías fora de casa. Inventou uma discussão ridícula de não querer deixa-lo ajudar a depositar o dinheiro recebido e rejeitado pelo multibanco, tinha dado um erro que dizia para retirar os elementos estranhos entre as notas por ela depositadas. Decidida, Amanda disse a Isaías para que nunca mais voltasse…

 

Isaías nem queria acreditar, era começo de verão e tinha cortado a relação com os amigos desde que decidiu deixar de frequentar o café perto de casa, por causa do bulling causado por Vanessa. Já passavam 3 anos que não falava com ninguém naquela zona e não queria voltar a viver aquele terror. Se não era do cu, era das calças. Se não fosse ter medo por causa de sentir ciúmes iria ter por lhe chamarem de nudista…

Isaías viveu terror durante mais de 1 mês e no dia 12 de Junho, dia das festas de Santo António, telefonou a Amanda depois do seu serviço eram 5 horas da tarde, dizendo que precisava de um edredão e que ia ter com ela para lho comprar. Estacionou o carro no lugar de garagem a 1 metro da porta da sua entrada e deu-lhe com um martelo na cabeça com força suficiente para que Amanda não voltasse a abrir os olhos novamente. Pôs Amanda no banco de trás, tapou-a com o edredão e fez-se à estrada para perto da sua cidade. Estacionou perto das barracas da praça onde se festejavam as festas populares e foi tomar café. Eram várias as pessoas a chamar Isaías de Nudista pelas costas e quando um casal decidiu abandonar uma mesa e ir embora depois de muita troça, Isaías seguiu-os. Era já noitinha e havia pouca gente entre a avenida que separava o parque com as barracas e uma zona movimentada por perto. Era aí que tinha o seu carro estacionado e era por aí que andava em passo acelerado o casal que Isaías seguia e estava a menos de um metro deles, quando Isaías desfere 2 golpes com o martelo nas suas duas cabeças. Rapidamente os esconde dentro do carro que tinha deixado destrancado e tapa-os com o edredão mesmo por cima do corpo de Amanda.

Após a matança, apressa-se a estacionar perto do local onde Vanessa tinha o seu carro estacionado, não muito longe do local onde ela trabalhava. Teve de esperar 30 minutos aproximadamente e martelou-lhe a cabeça com 3 marteladas quando ela estava a tentar entrar no carro. Dirigiu-se para perto de casa da Vanessa e quando os foguetes das festas começaram a rebentar, levou os 4 corpos para a janela da varanda do rés do chão da casa da Vanessa, que estava entreaberta e esmagou até cortar os pés dos corpos com a janela da varanda, Batendo com tanta força até que todos os pés ficassem dentro de casa e os corpos de fora. De seguida com um martelo enorme, chamado maço, igual aos grandes martelos que pregam as cavilhas das tendas de circo, martelou os corpos até que ficassem colados ao chão na parte de fora da casa, agarrou nas entranhas deles e atirou-as para a estrada para que os carros que por ali passassem as levassem agarradas e agarrou nos olhos deles e par a par, os colocou em cima do muro a olhar para os seus corpos mutilados e nus.

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